Blog do Téo José

Espirito de vencedor
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Téo José

DanielRicciardoCan14.2No atual grid da Fórmula 1 temos cinco campeões mundiais: Sebastian Vettel venceu os últimos quatro, nesta temporada  com a RBR, que o levou a estas conquistas e ainda não ganhou neste ano. Seu jovem companheiro, Daniel Ricciardo sim.  Desde o último domingo, quando tivemos uma grande corrida, estou com um pensamento rondando minha cabeça.

Sempre admirei pilotos como Lauda, Piquet, Prost, Mansell e Senna, dentre outros. Não só pelo que faziam depois da antiga bandeira verde ou luz verde. Mas também pela postura antes e depois das provas. O segundo lugar sempre era uma derrota. Tinham o que chamo espírito de vencedor, de campeão. Se as coisas não iam bem, eram chatos, mas nunca perdiam a pegada de melhorar de crescer. Em alguns casos puxavam a equipe, lideravam o time.

Hoje vejo só dois nesta linha: Fernando Alonso, apesar de estar em jejum de sete anos e vai completar o oitavo sem titulo e Lewis Hamilton. Gente que tira do carro tudo e mais um pouco e ainda tem personalidade diferente, de vencedor. Vettel eu acreditava estar neste time, mas pelas atitudes deste ano, tenho serias duvidas agora. Existem jovens no grid em fase de observação, mas pra colocar no time dos verdadeiros vencedores, mesmo que não andem na frente, só o espanhol e o inglês.


Uma ótima prova, com Ricciardo vencendo.
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Téo José

DanielRicciardo4A chuva antes da corrida deixou o piso molhado nas primeiras voltas e colocou emoção no GP da Hungria. Apesar de ser uma pista travada, tivemos uma corrida emocionante e com as equipes quebrando a cabeça na busca da melhor tática. Hamilton, como se previa deu um show, mesmo rodando no começo e tendo o bico danificado. Fez história, largando da ultima fila e terminou em terceiro. Mostrou porque mesmo em fase de muitos problemas, pode e deve ser o campeão. Rosberg largou na pole e completou em quarto. Destaque mesmo foi o australiano Daniel Ricciardo, que travou ótima briga com Lewis, assumiu o segundo lugar e depois atropelou Fernando Alonso, que tinha um desgaste elevado de pneus e venceu. Vitória de quem anda pilotando muito.

Fernando Alonso foi outro que pilotou demais, completou em segundo, mesmo com os pneus com um desgaste impressionante. Provou porque é o melhor piloto da atualidade.

A Williams acabou se perdendo na tática e momento de paradas, Massa chegou a ficar entre os três primeiros, deu pra ver que apesar do melhor motor, a Williams tinha um carro mais nervoso, terminou em quinto, Bottas foi o oitavo.

Resumo da opera: Ótima corrida, Ricciardo foi muito bom, Hamilton um guerreiro e Alonso espetacular.

Confira a cobertura do GP da Hungria no Amigos da Velocidade


Azar de um lado e caminho aberto de outro
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Téo José

F1

O treino classificatório para o GP da Hungria comprovou o que se esperava: a Mercedes é sim favorita. Mas pelas características da pista, retas mais curtas, não teria tanta facilidade. Nico Rosberg larga pela sexta vez na pole nesta temporada – a décima da equipe. Mas RBR, Ferrari e Williams estão mais próximas. Na corrida acredito que a vantagem vai ser maior. Uma nova vitória vai deixar o alemão com uma vantagem enorme para o titulo.

Lewis Hamilton, na sua maré de azar, ficou nos primeiros minutos com fogo em seu carro, a principio devido a um vazamento de combustível. Não entro nesta onda de conspiração e, sim, de momento ruim mesmo. Largando na última fila pode dar show, mas chegar entre os cinco primeiros vai ser bem difícil. Só se a chuva aparecer. Com a pista molhada, o show pode significar resultado e não afasto a possibilidade de terminar no pódio.

Kimi Räikkönen continua sua trajetória para aposentadoria. Tá certo que hoje a estratégia da Ferrari ajudou a deixa-lo ainda na primeira parte do treino. Hoje, ele é um peso morto no time italiano.

Felipe Massa decepcionante. Bottas larga em terceiro e o brasileiro em sexto. Mas tomou quase nove décimos do garoto finlandês. Quando um piloto deixa a Ferrari e diz que estava se sentindo ainda mais motivado e livre para lutar por melhores resultados, a primeira coisa que se espera é pulverizar seu companheiro.

E isto não está acontecendo. Temo que ele esteja na trajetória de 'ladeira abaixo'. Não entro nesta linha que ele é o responsável por desenvolver o carro. Isto, hoje, com tanta tecnologia tem tido um peso menor. O que vale mesmo é na hora de ir para pista e, neste sentido, Bottas tem sido muito melhor.

Grid:

1. Nico Rosberg – Mercedes, 1:22.715
2. Sebastian Vettel – Red Bull, 1:23.201
3. Valtteri Bottas – Williams, 1:23.354
4. Daniel Ricciardo – Red Bull, 1:23.391
5. Fernando Alonso – Ferrari, 1:23.909
6. Felipe Massa – Williams, 1:24.223
7. Jenson Button – McLaren, 1:24.294
8. Jean-Éric Vergne – Toro Rosso, 1:24.720
9. Nico Hülkenberg – Force India, 1:24.775
10. Kevin Magnussen – McLaren, sem tempo

Confira o site Amigos da Velocidade. Aqui


A gafe mais marcante
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Téo José

TonyKanaan1999O  Jackson Lincoln Lopes, que por muito tempo escreveu o ótimo blog da Indy, hoje um amigo, lembrou em seu twitter que há 15 anos o Tony Kanaan vencia sua primeira prova na Fórmula Indy.

A corrida foi no super veloz oval de Michigan. Dia também de minha gafe mais marcante. O que pouca gente sabe é que naquela época as provas passavam em um VT de uma hora de duração no domingo a noite no SBT. Eu gravava na chegada do sinal, ou seja no momento que prova estava acontecendo. Neste dia, logo depois da bandeirada o produtor falou: “Quer gravar o final de novo?” e eu disse não, televisão tem ter a naturalidade, vai pro ar assim mesmo, já foi o final totalmente inesperado.

O resultado final está aqui.


Quem eu acho que ganha? Lewis Hamilton. E você?
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Téo José

hamilton_rosberg

A previsão do tempo indica muito calor no próximo fim de semana em Budapeste, na Hungria, onde acontecerá a 11ª etapa da Fórmula 1 2014 no travado circuito de Hungaroring. Na sexta-feira e no sábado, as temperaturas podem bater os 30ºC com mínima de 19ºC. Nesses dois dias, quando acontecem os treinos e a classificação, existem chances de chuva mas não maior parte do tempo teremos sol entre nuvens.

Já no domingo, pelo prognóstico inicial, existe boa possibilidade de chover e em forma de tempestade. As temperaturas, todavia, não baixarão tanto. Ficarão entre 18ºC e 29ºC.

Quem eu acho que ganha o GP da Hungria? Lewis Hamilton. E você?

Veja a programação*:

Sexta, 25
Treino Livre 1: 05h00 – 06h30
Treino Livre 2: 09h00 – 10h30

Sábado, 26
Treino Livre 3: 06h00 – 07h00
Classificação: 09h00

Domingo, 27
Largada: 09h00

*Horário de Brasília


Bottas, Hamilton e Ricciardo foram os destaques
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Téo José

LewisHamiltonale14.2

O Grande Prêmio da Alemanha esticou a festa da Copa. Nico Rosberg venceu de ponta a ponta e sem nenhuma dificuldade. Bottas foi o segundo seguido por Hamilton. Os dois foram destaque. O primeiro por segurar a segunda posição e Hamilton por sair de 20º e terminar no pódio em terceiro. Outro destaque foi Ricciardo, principalmente na disputa com Fernando Alonso. A mais bacana da corrida. Daniel terminou em sexto, uma posição atrás do espanhol, mas mostrou serviço em toda corrida.

Apesar ter sido uma prova com muitas ultrapassagens, não foi tão emocionante porque a maioria delas foi fruto da asa móvel, umas das coisas mais artificiais que já vi. Coloca de lado e passa, com o da frente não podendo se defender. Nõa gosto disto. Prefiro ver disputas como a do Alonso e Ricciardo, onde valeu mais a habilidade do que abrir ou fechar asa. Os pegas foram na mesma volta e não esperaram o fim de reta para ter vantagem.

Rosberg tem 14 pontos de vantagem para Hamilton. Sendo pilotos da mesma equipe – e com o carro que tem - trata-se, sem dúvida, de uma pontuação considerável. Mas pelo que pilota, ainda sou mais Hamilton.

Sim, o acidente do Massa com Magnussen na primeira curva. Pra mim absolutamente de corrida. Magnussem viu a oportunidade, colocou por dentro. Massa, mais preocupado com Bottas, tentou voltar e aconteceu o choque. Concordo com os comissários, não precisava de punição.


Pole de Nico joga mais pressão em Hamilton
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Téo José

NicoRosberg3Por Rogério Elias

Nico Rosberg conquistou a pole position para o GP da Alemanha e pode rumar para mais uma vitória neste ano com total tranquilidade. Além de ter um ótimo carro nas mãos, ele tem seu adversário direto na briga pelo título, Lewis Hamilton saindo em 15º, por conta de uma batida dele no Q1.

Hamilton vai para esta prova com alguma pressão, pois além da classificação ruim, ele terá que escalar o pelotão. Uma situação que talvez possa ajudá-lo é a possibilidade de chuva indicada pela meteorologia para este domingo.

A Williams esteve em ótima forma no treino deste sábado. Valtteri Bottas ficou em segundo e Felipe Massa perdeu na classificação para seu companheiro de equipe. Contudo, o brasileiro tem chance de fazer uma boa corrida e conseguir seu primeiro pódio no ano.

Confira a cobertura do final de semana no Amigos da Velocidade.


Nada mudou
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Téo José

Por causa da Copa do Mundo, fiquei um bom tempo sem escrever sobre velocidade aqui no nosso espaço. Aliás, estamos pensando em mudança radical por aqui. No fundo vi pouca coisa de automobilismo nas últimas cinco semanas e pelo menos na Fórmula 1, não perdi nada. Hoje assisti o segundo treino livre e parecia o começo do ano. Tudo igual. Pneu super macio se deteriorando com três ou quatro voltas e Mercedes com tranquilidade na frente.

Os dirigentes estão organizando uma reunião para mudanças na categoria e precisa. Mesmo que seja um passo atrás, limitando o regulamento está na hora. A Fórmula 1 é muito bacana e construiu um evento fantástico ao longo dos anos para ser o que é hoje. Quem gosta de automobilismo, sempre espera boas disputas, ultrapassagens e rivalidades. Hoje está tudo muito chato. Alguns vão dizer, mas na época do Senna e Prost era assim, na Do Piquet e Mansell também. Não, existia um domínio de uma equipe ou talvez aparecia uma ou outra, mas os pegas eram em outro nível a rivalidade realmente rivalidade. Esta comparação não serve. Um acerto diferente significava muito, uma estratégia mais ousada também.

Sei que encontrar equilíbrio no esporte a motor é complicado. O dinheiro pesa muito. Mas na Moto GP, mesmo com o domínio de um piloto, seja agora ou em passado recente, as provas são bem mais interessantes, os bons pegas nas primeiras colocações não são raros. É isto que precisamos e espero que seja isto que a categoria como um todo corra atrás. Porque hoje você fica um tempo sem ver e não se arrepende, mesmo gostando pra caramba da categoria.


Nico Renova
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Téo José

NicoRosberg5A Mercedes anunciou a renovação do contrato do Nico Rosberg. Atual líder do campeonato e com possibilidades de levar esta disputa com Lewis Hamilton até a reta final da temporada, estava em situação muito cômoda. Eu particularmente não acho tudo isto e em um time onde já se tem Lewis Hamilton, buscaria uma aposta mais jovem. Entre os dois atuais, sou muito mais o inglês.

A Fórmula 1 é assim, as boas opções precisam ser confirmadas ou contratadas até o meio de agosto. O que sobra é gente em baixa ou novatos. Os contratos sempre têm clausulas até agosto, com raríssimas exceções.

Lógico que abrir mão de um líder do campeonato é loucura. Por isso, Nico deve ter se aproveitado bastante e feito o contrato da vida. Tá na dele.


Somos o país do futebol sim. Falta visão, trabalho e modernidade
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Téo José

brasil1alemanha7Com as perdas das Copas de 82 e 86, muita coisa andou mudando na mentalidade de quem organiza e treina no Brasil. Resolveram em vez de evoluir, criar o futebol apenas da marcação, dos volantes, dos brucutus. Tá certo que ganhamos ainda dois mundiais e chegamos na final de mais um. Ainda eram os resquícios do passado, ainda tínhamos, comparando com outras seleções, jogadores que poderiam resolver sozinho em uma ou outra oportunidade. Deu certo.

Hoje com a modernidade, com as falhas de formação cada vez mais graves, o fanatismo das torcidas, que coloca pavor em dirigente e principalmente treinadores. Nivelamos por baixo. Passamos a jogar como o Uruguai, e os argentinos. Laterais que não chegam ao fundo, já cruzam da intermediária. Meia a e centroavantes que não partem para o drible. E a organização tática é povoar o meio de campo e encher a entrada de área de um monte de brucutus. Isto vem desde a base. O nosso futebol hoje produz muito mais zagueiros do que volantes.

Isto é muito claro. Nossos treinadores, a grande maioria, com o rei na barriga, não tem olhos para ver. Hoje não jogamos mais o melhor futebol. Temos ainda um monte de bons jogadores nascendo, mas com o tempo, devido a soberba e nariz empinados, se perdem, acham que são os maiorais e não precisam aprender nada e nem de organização tática. Quando digo organização, falo por exemplo da Alemanha. Um time onde o craque é o conjunto a forma de jogar, uma equipe recheada de bons jogadores, que tem na cabeça atuar pelo esquema, pela vitória, pelo que foi treinado e entendido. Por isso está assim. Um projeto longo, que inclui as categorias de base, os clubes e até o próprio governo com quem tem o poder de determinar as coisas do futebol.

A única chance do Brasil bater a Alemanha era atuar como time pequeno, dentro da filosofia da maior parte dos atuais treinadores que aqui estão. Só que a soberba não deixa dar esta “passo atrás”. Que no fundo já demos uma porção, viramos a esquina andando para trás, deixando de lado nosso futebol ofensivo, de boa individualidade e bem armado. Hoje jogamos de forma comum. A Argentina é prova. Sempre foi um time de garra marcador, mas agora não tem quatro jogadores que decidem, dois ou talvez três, por isso trabalhou suas deficiências. Lá também está acontecendo algo parecido com aqui. Falhas na base e gente saindo cedo e se achando demais. Só que os treinadores se mantém firma nas suas filosofias, na essência do futebol argentino.

O futebol cresceu no mundo. Evoluiu em muitos países. Aqui está andando para trás. É nossa maior paixão, mas quem comanda dentro e fora de campo está esquecendo das raízes e não quer evoluir. Busca o caminho mais curto, que na maioria das vezes vai nos levar a frustração e decepção. Precisamos de gente que queira trabalhar duro, de gente que estuda e tenha cabeça aberta. De gente com coragem. Não de donos da verdade. Poderia citar uns três ou quatro nomes locais e mais uns cinco de fora, vou ficar com um: Cuca. Um profissional, que quer fazer diferente. E hoje o diferente é igual ao nosso passado, com mais organização, estudo, modernidade e sem oba, oba ou estrelismo de qualquer lado do futebol.

Agora vamos para a final. Nos vemos na Band, domingo, no Maracanã. Para o bem deste futebol, do momento do futebol, sou mais Alemanha. Trabalho longo, sério e mostrando um lindo futebol.