Blog do Téo José

Arquivo : dezembro 2014

Ponto final ou longas férias
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Téo José

bandquadGente, tenho conversado com vocês nos últimos meses sobre a selvageria que virou a internet. Um espaço bacana para se informar e interagir, mas que tem um bando numeroso que escondido atrás de um teclado e tela se sente valentão e destila toda falta de educação, civilidade e principalmente agressividade. Devem ser os mesmos, que não dão lugar para pessoas mais velhas, que vivem xingando no transito, que jogam lixo nas ruas, que não respeitam filas e nem sabem o que são leis e constituição.

Sempre me pautei por qualidade e não por quantidade. Este espaço era uma das coisas que mais curtia na minha vida pessoal e profissional, mas com o tempo fui perdendo o interesse. O tesão. Como tudo que faço tenho que estar 100% motivado, estou abrindo mão deste blog. Pode ser por muito tempo, pode ser que não.

A partir de agora, depois das minhas férias, passarei a ter uma coluna no nosso site www.amigosdavelocidade.com.br , mas sem obrigação de atualização constante e aberta para todos assuntos. No fundo, depois das férias, onde realmente me desligarei de tudo, vou pensar melhor sobre esta coluna.

Além da decepção, com parte de quem frequenta este nosso espaço, tive nos últimos meses muitas mudanças na minha vida profissional. Com isto e com toda minha dedicação no que faço, acabei perdendo um pouco da vida pessoal e principalmente familiar. O tempo passa e não volta, por isso temos de ser sábios para aproveitá-lo. Quero manter o foco no que considero hoje as coisas principais e na minha vida profissional está o trabalho na Band.

Passamos ótimos momentos aqui, levantando assuntos de velocidade, futebol, esporte e vida. Hoje encaro realmente com férias longas. Adoro interagir, quem me segue no Twitter e Instagram sabe disto, mas neste território de blog ficou muito pesado e selvagem. Quero uma troca de opiniões sempre, é assim que crescemos e não desejo uma troca de agressões verbais. Já estou um pouco rodado para tentar dar educação para as pessoas, isto geralmente vem de berço. Meu foco e tempo são para outras coisas.

Fica meu agradecimento ao UOL, que continua nosso parceiro no site, principalmente ao amigo Regis Andaku e pessoal do esporte, a equipe que trabalha comigo, Milton Oliveira, Rogério Elias, Sandro Varela e claro, você verdadeiro frequentador do nosso espaço. Valeu e muito.

Um ótimo final de ano, um 2015 de muitas aceleradas de sucesso e golaços de alegria. Cuidem-se bem.


O ano dos goleiros
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Téo José

alissonO Campeonato Brasileiro, com bastante ressaca da Copa do Mundo, termina sem grandes destaques. O que mais me chamou atenção foram os goleiros. Depois de una safra apenas média, o Brasil volta a ter boas apostas. Digo isto sem falar em gente já consagrada com Victor, Fábio, Cassio, Rogério Ceni, Jeferson e Diego Cavalieri. Falo de gente que se destacou este ano e a turma é numerosa.

Marcelo Grohe (Grêmio) foi um dos melhores. Levado a condição de titular pelo Enderson Moreira, que não quis Julio Cesar, teve um ano maravilhoso.

Renan (Goiás) continuou a boa sequência em um time com uma defesa de mediana para baixo.

Paulo Victor (Flamengo) não pode ser chamado de novato, mas como titular sim. Entrou e convenceu.

Tiago Volpi (Figueirense) me encheu os olhos. 23 anos, 1.89 e um futuro muito bom pela frente. Podem ficar de olho.

Danilo da Chapecoense. Nas duas temporadas anteriores já tinha se destacado no Londrina.

Alisson (Inter) colocou Dida na reserva, é jovem, tem 22 anos, tem 1.93 e um futuro gigantesco pela frente. Além de ser bom debaixo das traves, tem muita personalidade.

Esqueci de alguém?

A cabeça já ia me traindo. Esqueci do Weverton do Furacão, outro que apareceu e bem.


Só quero saber do que pode dar certo
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Téo José

Este nosso espaço tem tido publicações mais espaçadas. E não por acaso, preguiça ou falta de assunto. Mas sim para reflexão. Não é de hoje que venho conversando sobre a falta de nível de argumentos e mesmo de educação de muita gente que aqui frequenta.

No começo do ano e depois da liderança do Rosberg, afirmei que a Williams não iria lutar pelo titulo e Felipe Massa só venceria com sorte. Também escrevi que Hamilton iria virar o jogo. A chuva de agressões por estas afirmações foi pesada. Não era gente com argumentos. Era gente com raiva, agressividade, gente de mal com a vida.

Pois bem, a temporada passou e o que aconteceu?

Estava me esquecendo, um dos argumentos que seguiam as baixarias era: ‘vai falar de Indy, Fórmula 1 não é sua praia’. Se esquecem que comecei no esporte em 87 com programas de Fórmula 1 no rádio e narrei durante 11 anos as provas na rádio Jovem Pan.

Aliás, estes tipos de argumentos é o que mais escuto. Você fala mal, porque trabalha em tal emissora. Coisa sem conteúdo. Rasa.

Como penso que blog é uma troca de opinião. Fico frustrado em ficar conversando aqui. Claro que tem gente bacana, muita gente bacana, mas a agressividade em que se transformou a internet não faz parte da minha vida. Pelo menos, eu tenho a possibilidade de escolher. Ter ou não ter.

Sempre fui uma pessoa que busquei o bom nível. Sempre ignorei as baixarias, mas ultimamente tenho aprovado e desaprovado comentários na mesma proporção e olha que só barro os que tem agressões.

Tenho trabalhado muito, viajado muito, tido pouco tempo pra mim e para as pessoas que gosto. Estou na fase da musica do Titãs: “só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder.”

Por isso a decisão está tomada. Em poucos dias conversamos mais sobre este assunto.


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