Blog do Téo José

Arquivo : janeiro 2014

A saúde do motor
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Téo José

A Fórmula 1 está vivendo uma temporada de muitas mudanças técnicas, uma das maiores transformações de sua história. Os primeiros testes estão sendo finalizados em Jerez de la Frontera, na Espanha. Foi o primeiro contato de engenheiros, pilotos e imprensa com os novos carros, em pista. A expectativa maior era ver e ouvir o desempenho dos motores turbo V6, os V8 ficaram no passado. Em potencia, neste inicio de trabalho estima-se que a perda foi entre 100 e 150 cv.

Bernie Ecclestone abriu a boca e criticou esta mudança. Ele foi contrário, porque não acredita em economia e acha que o barulho vai influenciar na paixão do torcedor. Apesar de ter feito uma monte de coisas erradas nos últimos anos, como correr em lugares que lhe trazem mais grana e perdem a tradição e competitividade da categoria, circuitos chatinhos, além de estar envolvidos em processos na justiça, não podemos fechar os ouvidos para o homem que transformou a Fórmula 1 em um dos maiores espetáculos esportivos do mundo.

Sobre velocidade dos carros o torcedor não sente muito, vendo nos autódromos ou pela TV. Já temos experiências assim nas mudanças mais radicais da Fórmula Indy, mas barulho ele pode ter razão. Quem curte velocidade é vai as pistas sabe muito bem. Ouvir uma carro de corrida engolindo retas e fazendo reduções nas curvas é muito show, é quase sentir o coração.

Este papo de economia para categoria, não concordo. As grandes fornecedoras vão jogar rios de dinheiro para andarem na frente. Em automobilismo o dinheiro ainda tem um peso muito grande, maior do que qualquer coisa. Com combustível financeiro se contrata grandes profissionais e desenvolve mais. Sou a favor das mudanças para o melhor e principalmente equilíbrio, não sei se serão caso. Tenho muitas duvidas.

Sobre os testes de Jerez, falamos quando a pista for fechada. Aqui dois vídeos para comparar a saúde dos motores. Primeiro o do passado e depois o presente.

Aqui o 2013

Aqui o 2014 depois de 5 minutos e meio do vídeo


Flu ainda quer Tolói
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Téo José

O Fluminense ainda não desistiu de ter Rafael Tolói para esta temporada. O namoro é antigo desde os tempos do Goiás. Em dezembro entrou em contato com a direção do São Paulo, que exigiu Rafael Sóbis na negociação. O time carioca não topou. Com as criticas fortes ao sistema defensivo e total insatisfação dos torcedores, agora voltou a carga.

A equipe do Morumbi continua querendo Sóbis, mas as negociações não estão encerradas. O Flu espera que com o tempo e o não aproveitamento de Tolói, as conversas podem ficar mais flexíveis.

Seria uma boa a chegada do zagueiro, para o Flu e também para ele. É ótimo jogador e uma nova casa, como Laranjeiras poderia fazer muito bem para sua cabeça e futebol.


Boa, Christian Fittipaldi!!!
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Téo José

Ontem Christian Fittipaldi e seus companheiros João Barbosa (português) e Sebastian Bourdais (francês) conseguiram a vitória nas 24 Horas de Daytona. Uma das corridas mais tradicionais e importantes do mundo. O carro foi um protótipo Corvette. Na semana passada falávamos aqui neste espaço, do otimismo do brasileiro e dos bons treinos realizados no começo do mês. São três pilotos de muito talento e que sabem tirar tudo do carro sem detonar, o que é fundamental em uma corrida tão longa.

Durante toda prova mostraram que tinham o controle da situação, mesmo quando não lideraram. Foram punidos e ainda tiveram problemas no cambio, o que não significa em 24 horas aniquilar da prova. No mais foram perfeitos e Bourdais ainda ficou com a volta mais rápida.

Foi a primeira corrida do calendário da United Sports Car, união da Le Mans com a Grand-Am. Esta nova categoria tem tudo para se tornar bem forte nos EUA, ainda mais com a organização da mesma turma da NASCAR e Christian já é um dos seus principais nomes.

Foi a segunda vitória do brasileiro que também tinha faturado em 2004. Além dele só dois brasileiros ganharam as 24 Horas de Daytona, Raul Boesel em 88 e Oswaldo Negri em 2012.

Parabéns e Boa Christian.


Christian de bem com a vida
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Téo José

Christian Fittipaldi inicia amanhã nas 24 Horas de Daytona um desafio novo nos EUA. Depois de passar alguns anos morando em São Paulo e participando de corridas aqui e pelos Estados Unidos, o ex Fórmula 1 e Indy resolveu se mudar com esposa e filha para Miami. Na semana passada depois dos treinos livres nesta edição de uma das provas mais importantes do mundo, onde foi o mais rápido, bati papo com ele. Pude sentir um piloto maduro e com muita garra na nova categoria norte-americana a United Sports Cars. A união das series Grand Am e Le Mans. Diria que Christian está de bem com a vida, tanto pessoal como profissional.

A organização é da IMSA, ou seja, a USCC nasce com a chancela da NASCAR. Algo muito grande e com chances reais de fazer bastante sucesso. São quatro categorias dentro do campeonato e Fittipaldi está na P, a principal. É piloto de uma equipe muito forte, que pertence a uma dos sócios da USCC A Action Express Racing. Neste final de semana terá ao seu lado o português João Barbosa, o francês Sébastien Bourdais e Burt Frissele(EUA). O segundo não precisamos falar nada, um dos pilotos mais completos das últimas temporadas da Fórmula Indy, já o francês segundo palavras do próprio companheiro: “acelera muito, é bem rápido.” Uma equipe e uma estrutura que iniciará esta prova longa, como uma das favoritas. Claro que em corrida assim além de bons pilotos e carro rápido, é necessário ter sorte com problemas mecânicos leves e que nada mais grave aconteça.

Nesta 52º edição das 24 Horas de Daytona, onde fica a sede da IMSA, são esperadas mais de 100 mil pessoas. Além da prova do final de semana ainda estão no calendário de 12 provas, mais três de longa duração Sebring(12 horas), Watkins Glen (6 horas) e Road Atlanta(10 horas).

64 carros estarão largando neste sábado às 17h00 no horário de Brasília. Alex Gurney(EUA), com um Corvette da Gainsco/Bob Stallings vai sair na pole position. Christian largará em quarto lugar. Além dele outros brasileiros participarão da corrida: Tony Kanaan, Oswaldo Negri, Bruno Junqueira, Raphael Matos, Chico Longo, Daniel Serra, Xandinho Negrão, Marcos Gomes e Augusto Farfus.


Christian de bem com a vida
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Téo José

Christian Fittipaldi inicia amanhã, nas 24 Horas de Daytona, um desafio novo nos EUA. Depois de passar algumas anos morando em São Paulo e participando de corridas aqui e nos Estados Unidos, o ex F1 e Indy resolveu se mudar com esposa e filha para Miami.

Na semana passada, depois dos treinos livres nesta edição de uma das provas mais importantes do mundo, onde foi o mais rápido, bati papo com ele. Pude sentir um piloto maduro e com muita garra na nova categoria norte-americana – a United Sports Cars. Trata-se união das series Grand Am e Le Mans.

Diria que Christian está de bem com a vida, tanto pessoal como profissional.

Categoria – A organização é da IMSA, ou seja, a USCC nasce com a chancela da NASCAR. Algo muito grande e com chances reais de fazer bastante sucesso. São quatro categorias dentro do campeonato e Fittipaldi está na P — a principal.

É piloto de uma equipe muito forte, que pertence a um dos sócios da USCC, a Action Express Racing. Neste final de semana terá ao seu lado o português João Barbosa e o francês Sébastien Bordais e Burt Frissele (EUA).

Do segundo não precisamos falar nada, um dos pilotos mais completos das últimas temporadas da Fórmula Indy. Já o francês, segundo palavras do próprio companheiro, “acelera muito. É bem rápido.” Uma equipe e uma estrutura que iniciará esta prova longa como uma das favoritas.

Claro que em corridas assim, além de bons pilotos e carro rápido, é necessário ter sorte com problemas mecânicos leves e nada mais grave.

24H – Nesta 52º edição das 24 Horas de Daytona, onde fica a sede da IMSA, são esperadas mais de 100 mil pessoas. Além da prova do final de semana, ainda estão no calendário, de 12 provas, mais três de longa duração Sebring (12 horas), Watkins Glen (6 horas) e Road Atlanta (10 horas).

64 carros estarão largando neste sábado às 17h00 no horário de Brasília. Alex Gurney (EUA), com um Corvette da Gainsco/Bob Stallings vai sair na pole position. Christian largará em quarto lugar. Além dele outros brasileiros participarão da corrida: Tony Kanaan, Oswaldo Negri, Bruno Junqueira, Raphael Matos, Chico Longo, Daniel Serra, Xandinho Negrão, Marcos Gomes e Augusto Farfus.


Copa: não tenho vergonha de ter um estádio
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Téo José

Minha amiga e ex-companheira de trabalho, Emmily Virgilio está agora na Globo Rio Grande do Norte. Ontem ela teve a felicidade de escrever este texto sobre a conclusão da Arena das Dunas em Natal. Adorei sua visão sobre a Copa e divido as linhas com vocês.

Aproveito a foto que fiz do alto de um prédio em construção, para reproduzir o texto que publiquei ontem no Facebook. Eu não tenho vergonha de ter um estádio. Eu tenho vergonha de não ter segurança, de não educação, de não ter serviço de saúde, de não ter estrada, de não ter o que deveria ter por direito como cidadã mesmo pagando todo o absurdo que pago de imposto. E tenho inteligência o suficiente para saber que não foi a Copa que me roubou a segurança, a educação, a saúde, as estradas… Ou será que perdemos os nossos direitos desde o anúncio da Copa? Honestamente, não me lembro de ter tido acesso a nada disso sem precisar pagar por um plano de saúde, o seguro de um carro, escola particular. Sou muito, mas muito mesmo, a favor de todos os protestos que cobrem os nossos direitos roubados. Claro que a exceção fica para os vândalos que se aproveitam das manifestações. Acho que a Copa é uma ótima vitrine para cobrar tudo isso. Mas se tem uma coisa que eu tenho vergonha é dos demagogos de redes sociais. Antes de querer parecer bacana com discurso falso moralista, olhe para você. Porque conheço muitos que falsificam carteira de estudante, sonegam impostos, param em vagas de deficientes e idosos, jogam lixo na rua, furam filas, são incapazes de ajudar ao próximo, entre tantas outras coisas. E, eu juro, que não é esse o mérito da questão. Só me revolta, a demagogia nas redes sociais de gente que não faz nada para ser uma pessoa melhor e menos ainda para melhorar o mundo. Quanto a corrupção… Ela não surgiu com a Copa. E que a Copa seja uma ótima oportunidade para combatê-la.


McLaren: Equipe do futuro
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Téo José

A McLaren está em fase total de reestruturação. A volta de Ron Dennis é mais um passo de olho em 2015. Grande passo. A chegada dos motores Honda, depois desta temporada, está mexendo em todas as áreas da escuderia. Muito ainda vai ser feito. Existe uma possibilidade muito forte de troca de um dos pilotos para chegada de gente de peso e esta gente pode ser Fernando Alonso.

Os japoneses quando entram em um projeto assim não ficam restritos só com a parte técnica. A Honda sabe que o time precisa fortalecer e isto já está em curso.

2014 será uma temporada de transição. Muitas peças vão ser trocadas aos poucos e Dennis está em busca de novos patrocinadores.

Com todo este movimento vejo que a McLaren tem tudo para ser a equipe do futuro.


Ecclestone continua dando as cartas
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Téo José

Nesta semana surgiu a informação que Bernie Ecclestone estaria se afastando do seu cargo na administração da Fórmula 1, devido a acusações de suborno com relação a venda de cotas para sua sócia CVC. Até o fim do processo ficaria ainda com algumas funções, mas perderia o cargo.

Vou resumir bem, o que penso. Conversa forte para boi dormir. Pode até ter deixado o cargo ou estar deixando, mas não muda nada. Ele continua forte e comandando tudo como antes. Nenhuma função mudou de mãos, na prática e muito menos a forma como o negócio é tocado.

Existe sim a preocupação em preparar um novo comandante para o futuro. Não é de hoje e só vai acontecer quando Bernie quiser e se encher do negócio chamado Fórmula 1.

Veja no www.amigosdavelocidade.com.br o papo do afastamento do Bernie Ecclestone.


Três semanas e Schumacher na mesma
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Téo José

Já se passaram três semanas do acidente do Michael Schumacher. No momento nenhuma nova informação oficial. Nos jornais da Alemanha e revistas da Itália foi divulgado nas últimas 48 horas, que os médicos ainda lutam para diminuir a pressão intracraniana, por isso o coma induzido. Neste tempo todo eles precisam alimentar o cérebro com oxigênio e nutrientes necessários. Existe também a preocupação com infecção, o que dá a entender que a cabeça continua aberta e novas cirurgias não estão descartadas.

Lendo o que está sendo publicado e conversando com algumas pessoas, com boa experiência de situações parecidas. Dá para dizer que saindo desta fase atual, Schumacher não será o mesmo, só um grande milagre para não ter sequelas. Pelo tempo em tratamento e por tudo colocado nas linhas acima, já o imagino com grandes e irreversíveis sequelas.

Espero, mesmo, estar redondamente enganado.


Felipe Nasr continua na fila
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Téo José

O brasileiro Felipe Nasr com dois anos de passagem pela GP2, considerada uma categoria escola para Fórmula 1, que não vem graduando muita gente para categoria principal, continuará na fila. Leio entrevista no site Grande Prêmio, onde afirma que tentou bastante uma vaga de titular em uma equipe da F-1, mas acabou não tendo sucesso e que não pretende disputar a terceira temporada em sua antiga categoria. Agora o foco é a vaga de terceiro piloto na Fórmula 1.

A decisão pode ser a correta, o único problema é se não conseguir, ou caso alcance o objetivo, andar muito pouco. Esta segunda opção é bem provável. O lado bom é estar no meio onde pretende chegar, mas ficar sem atividade um ano inteiro é dar um passo atrás.

A possibilidade de dar o pulo neste ano existiu, ele tentou bastante, até com certo combustível financeiro, mas a categoria não tem aberto muitas portas e as interessantes estavam bem disputadas. Continua a ser uma promessa e sei que leva muitas esperanças de torcedores preocupados com o futuro brasileiro na Fórmula 1. É um piloto de 21 anos, que vem sendo preparado e se preparando para categoria. Andou muito bem nas categorias antes da GP2, nesta última esperava um pouco mais, principalmente no ano passado. Fez um bom papel, mas não excepcional. Ainda continuo depositando esperanças, mas é bom ser tratado como uma promessa. Que ele mesmo tenha na sua cabeça o pensamento de crescer, porque o trabalho ainda nem chegou na metade. Seria interessante vê-lo na categoria principal, a impressão que tenho é de ser um piloto de personalidade.