Blog do Téo José

Arquivo : março 2013

Indy e F1
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Téo José

A Fórmula Indy abriu aqui, em St. Petersburg (EUA), sua temporada 2013. Gostei do que vi. Dentro e fora da pista. Grid cheio, com 25 carros. Equipes mais fortes, novos patrocinadores e muito equilíbrio. Com destaques para Tristan Vautier e Simona de Silvestro.

O primeiro é francês, tem 23 anos, foi campeão da Mazda e Indy Lights, que fazem parte das categorias na rota para Indy. A suíça, agora companheira de Tony Kanaan, voltou a ter um carro mais competitivo e fez uma bela corrida – era terceira até duas voltas para o fim e terminou em quinto. Vai dar trabalho.

Tony foi um grande destaque. Ao seu estilo. Largou em 11º e fechou em quarto. Para Helio Castroneves, segundo lugar, teria sido muito melhor se não tivesse errado a freada na última relargada – deixando a porta aberta para James Hinchcliffe vencer pela primeira vez [em seu segundo ano de Andretti].

Digo isto porque largou em quinto e terminar em segundo foi bom, mas teve a oportunidade clara de vencer.

Realmente saio daqui otimista com o que vi.

Na Fórmula 1, muita polêmica coma vitória do Vettel. Ele era segundo e, de forma oficial, a equipe disse ter conversado com o alemão e Webber, que estava na liderança, para manterem as posições até o final. Vettel não respeitou e, segundo Mark, o ultrapassou de forma inesperada e sem respeitar o que estava sendo combinado.

Duas coisas:

– Fico triste com ordens na Red Bull, que sempre foi uma equipe de jogo mais limpo e sem estas frescuras de box.

– Se tinha uma combinação com dois pilotos, Vettel errou com seu companheiro. Mas ao ultrapassar deu uma banana para equipe. Como sou contra ordem de equipe, com os dois pilotos tendo chances matemáticas de titulo, achei bom.

A atitude foi errada com Webber, que tem todo direito de reclamar, já que agora vejo que isto já deve ter acontecido no passado – de forma invertida – e a situação foi respeitada.

No fundo estou adorando esta polêmica e crise. Porque gosto do automobilismo sendo decidido na pista e não por rádio e do box.


20 anos de Indy
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Téo José

Ontem o @ivancapelli, Gaúcho e claro não o piloto, me chamou atenção para o 21 de março. Foi neste dia, em 1993, que narrei minha primeira corrida da Fórmula Indy, na infelizmente finada Rede Manchete. Já se foram 20 anos. Me lembro de quase tudo naqueles dias de fuso trocado em Surfers Paradise. Aliás, me lembro muito bem de como tudo começou. Desde a minha rápida assinatura de contrato, que abriu as portas para minha carreira nacional. São historias interessantes, mais longas, que um dia conto, quem sabe em um livro.

Assinei no meio da semana, fui para casa, fiz a mala e já voltei para São Paulo. Embarcamos no domingo. Minha primeira viagem fora da América do Sul. Foi tudo novidade. Um país lindo, belo hotel e a própria Fórmula Indy, acho que tinha assistido umas oito ou dez provas inteiras. No máximo. Ia a pé para o circuito. Chegava muito cedo e ficava decorando os carros, acho que de passar em frente aos boxes devo ter andando uns quatro quilômetros na quinta-feira. O Brasil tinha só Raul Boesel, Marco Greco e o Emerson. Fui aos três hotéis conversar mais longamente com eles. Com Emerson foi ao lado da piscina, o primeiro contato, e no meio do papo ele me perguntou se já tinha sido piloto, por tanta coisa que perguntava. Fiquei bem orgulhoso.

Era também estreia do Nigel Mansell. A categoria vivia seu “boom” e eu estava em um paraíso, com a grande chance da minha carreira. Me lembro que ainda emocionado, passava por trás das arquibancadas na sexta, com os carros na pista, ouvindo aquele som lindo dos motores e pensei: “caramba, estou na Austrália, fazendo uma corrida da Indy e os caras ainda me pagam pra isso…”

Sabia também de minha responsabilidade e estava com uma garra de urso. Por isso passei a maior parte do tempo estudando e quase sempre só. Tinha muita coisa pra aprender, parte técnica, regras, vida dos pilotos. Vi pela primeira vez um elevador que falava, um orelhão com fax (é naquela época fax era grande modernidade). Serviço de bronzeador na praia. E para todo mundo. Muita coisa nova. Caminhando, dei umas quatro voltas na pista. Bem no comecinho da manhã.

Agora já se passaram mais de 250 corridas pelo menos. Acho. Não sou bom para estas contas. E naquele dia tive um prazer enorme de trabalhar, muita garra e muita sorte. Agradeço a Deus, família, amigos de fé, gente que esteve comigo nas várias equipes e as pessoas que acreditaram e ainda continuam acreditando no meu trabalho.

Tenho também saudades. A categoria era maravilhosa, mas dificilmente encararia de novo fazer 16 ou 17 corridas longe de casa. Foram muitos anos de aeroporto em aeroporto e viagens bem longas.

Mas aqui em St. Peterburg, onde neste domingo estarei abrindo mais uma temporada na Indy, estive pensando nas últimas horas: “poxa estou tão motivado. Como a primeira corrida em Surfers. O que é muito bacana e mais uma vez agradeço a Deus.”

Não vou dizer que venha mais 20 anos, mas podem vir alguns mais. Porque continuarei trabalhando com prazer, tesão e agradecendo.

Tenho muita coisa de bastidor, mas vou deixar para mais pra frente. O projeto que falei no começo é, sim, um grande desejo.


Grid cheio na Indy
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Téo José

Nesta quarta-feira embarcarei para os EUA. Domingo, ao lado do Felipe Giaffone e Antonio Petrin, estarei na Band, com a abertura da temporada 2013 da F-Indy – o GP de St. Petersburg, na Flórida. Grid cheio. São 25 carros confirmados. Nesta primeira etapa, três pilotos brasileiros: Hélio Castroneves, Tony Kanaan e Bia Figueiredo. Bia deve fazer esta corrida e mais duas, São Paulo e Indianápolis. Bruno Junqueira pode correr as 500 Milhas também.

Nos testes da pré-temporada, em Barber, no Alabama, local da segunda prova do ano, a Penske dominou com Will Power em primeiro e Hélio em segundo. Os motores Chevrolet se mostraram, pelo menos nas características da pista, superiores aos Honda. Deve ser o mesmo filme deste fim de semana e com o retrospecto do ano passado, vitória do Helio, sem ficar em cima do muro, coloco a Penske como favorita. Com risco de dobradinha.

Will Power vem batendo na trave nos últimos anos e é um piloto muito forte na busca do campeonato. Helio, que já ganhou Indianápolis em três oportunidades, ainda não tem este título. Por isso deve ser uma briga dura e intensa dentro do time. Sair na frente na primeira corrida dá moral.

Tony vai oscilar nas provas. Muitas vezes na frente e outras atrás. A equipe KV ainda precisa decolar. O carro vai ser competitivo, na Indy é assim, mas os detalhes significam as vitórias e a construção de um campeonato. Sem Barrichello, todas atenções estarão voltadas para ele. Por isso tem tudo para voltar a pensar em incomodar as grandes equipes com força.

Bom falamos mais de lá. Lembro que a prova tem largada às 13h40 e a transmissão na Band começa 13h10. Até e cuidem-se bem!


Kimi e Lotus perfeitos
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Téo José

A abertura da temporada da F1 mostrou um Kimi Räikkönen perfeito e, da mesma forma a estratégia da Lotus. Com uma parada a menos, ele assumiu a ponta na última parte da prova. Tinha pneus menos gastos e manteve uma boa vantagem para Fernando Alonso, que pode ser considerado um destaque da prova ao lado do Sutil.

Muita gente reclamou da estratégia da Ferrari, que tinha Massa na frente do espanhol, e chamou o segundo para entrar primeiro nos boxes na troca de pneus inicial. Na volta Alonso ficou na frente.

Não vejo desta forma. O time resolveu adotar duas táticas, não correr riscos. E Fernando é, sim, o primeiro piloto do time. Massa teve boas voltas, fez uma grande largada e me parece um pouco mais competitivo do que em 2012. Mas ainda é pouco para bater Alonso. Não é uma critica. Mas, sim, uma constatação. Felipe estreou bem.

A Mercedes deu impressão em algumas voltas com Hamilton que apareceu melhor. Mas ainda fico só com a impressão. Depois ficou pelo caminho.

Em um breve resumo vi uma corridinha chatinha. Poucas ultrapassagens emocionantes nas primeiras posições. Quase tudo decidido nos boxes. Vejo Ferrari bem melhor do que nesta época do ano passado, por isso Alonso é o favorito.

Kimi está forte. Vamos ver até onde pode ir esta Lotus e a Red Bull um pouco inferior ao começo de 2012. Mas muito forte. A McLaren ficou devendo.

Agora esperar a Malásia e mais disputa na pista, menos atenção para os boxes.

Resultado:

1. Kimi Räikkönen – Lotus, 58 voltas em 1h30m03.225s
2. Fernando Alonso – Ferrari, + 12.451s
3. Sebastian Vettel – Red Bull, + 22.346s
4. Felipe Massa – Ferrari, + 33.577s
5. Lewis Hamilton – Mercedes, + 45.561s
6. Mark Webber – Red Bull, + 46.800s
7. Adrian Sutil – Force India, + 1m05.068s
8. Paul di Resta – Force India, + 1m08.449s
9. Jenson Button – McLaren, + 1m21.630s
10. Romain Grosjean – Lotus, + 1m22.759s
11. Sergio Pérez – McLaren, + 1m23.367s
12. Jean-Eric Vergne – Toro Rosso, + 1m23.857s
13. Esteban Gutierrez – Sauber, + 1 volta
14. Valtteri Bottas – Williams, + 1 volta
15. Jules Bianchi – Marussia, + 1 volta
16. Charles Pic – Caterham, + 2 voltas
17. Max Chilton – Marussia, + 2 voltas
18. Giedo van der Garde – Caterham, + 2 voltas

*Os demais abandonaram


F1 muito fria… demais
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Téo José

Na noite desta quinta-feira, para nós aqui no Brasil, começaram os treinos para o GP da Austrália – no circuito de Albert Park, em Melbourne. Como em todos os anos, os testes da pré-temporada são poucos conclusivos. As boas marcas da Mercedes não me enchem os olhos. A equipe está muito pressionada. Fez grandes investimentos e, até agora, nada. Muito pouco de resultado. Neste ano está jogando ainda mais alto com a contratação de Lewis Hamilton, mesmo sendo o substituto de Michael Schumacher, que fracassou. Na minha cabeça a Mercedes jogou para imprensa e diretores da marca.

Continuo com a minha linha. A disputa ficará entre Red Bull, Ferrari e McLaren. A Ferrari vai começar o ano mais forte. O carro me parece bom. Nos testes, pelas declarações, é mais fácil de desenvolvimento do que os anteriores e me parece que não tem problemas de aquecimento e tração com os pneus. O time também está pressionado e Alonso, mais. Ele foi contratado para conquistar títulos e este ano será de mais pressão.

Os treinos podem nos dar uma ideia melhor do que vai ser o começo do ano. Sobre Massa, também mantenho minha posição> vai ser segundo piloto e ponto.

Agora, não posso deixar de falar que nunca vi uma semana de começo de temporada da Fórmula 1 tão fria por aqui. Lamentavelmente é reflexo dos nossos representantes na pista. Agora apenas um.


A festa da velocidade e emoção
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Téo José

Já estamos em Tarumã (RS). Depois de c inco anos, a Fórmula Truck volta ao circuito gaúcho, bem tradicional, sempre com uma multidão curtindo as corridas da categoria mais popular da América do Sul. As obras feitas neste período foram bacanas. Mas precisa demais, bem mais. Estamos vivendo situações bem complicadas com relação aos autódromos brasileiros. A maior parte se acabando. Temos de elogiar iniciativas de melhorias, porém não podemos deixar de olhar o que é feito e o que precisa ainda ser realizado.

É um ano de novidades na Truck. Além da volta para Tarumã, temos de novo Londrina no calendário. Cinco pilotos estreantes, a chegada do caminhão MAN – com Felipe Giaffone. O campeão Leandro Totti [MAN Latin America], mas andando com um modelo Volkswagen. Sem falar em melhorias na ABF Mercedes, Scuderia Iveco e no Scania do Roberval Andrade.

Vamos esperar os primeiros treinos para dizer algo. Antes tenho na cabeça que, mais do que nunca, a regularidade vai ser fundamental. Quem terminar as provas e subir ao pódio vai ter dado um passo gigante para ficar com o título. São muitas novidades e, nesta linha, vamos ter surpresas e muitos problemas. O que também é bacana e deixa a Truck cada vez mais imprevisível e emocionante.

Nos vemos neste domingo, a partir das 13h00, na Band, com a transmissão em HD e mais novidades.


De narrador para narrador
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Téo José

Na semana passada estive na casa do Luciano do Valle  para bater um papo sobre os seus 50 anos de carreira. O resultado dessa visita – a primeira parte desta entrevista – foi ao ar no Band Esporte Clube de ontem. E você pode conferir aqui.

Clique aqui e veja o vídeo

 

 


O futuro da F1 no Brasil
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Téo José

Desde o GP do Brasil no ano passado que se fala na saída da F1 de São Paulo. A corrida está garantida em Interlagos até 2014. Antes da mudança de prefeito, existia um papo de renovação por mais oito anos e de grandes obras a serem realizadas.

O atual prefeito disse que os custos precisam ser estudados e que o contrato teria realmente de ser longo para valer a pena. Neste meio tempo, apareceu o parque Beto Carreiro World, em Santa Catarina. Depois de construir uma pista de kart, agora há interesse em eventos maiores. E a F1 passou a ser o objetivo principal.

Esta história de autódromo por lá é antiga. Aurélio Bastista Felix, já falecido, criador da Fórmula Truck, tinha até comprado terreno ao lado e mandado as máquinas para lá. Com a morte do Beto Carrero, as coisas pararam.

Bernie Ecclestone já visitou o parque. Não sei o que achou, mas claro está forçando a barra com São Paulo, ainda dizendo ser uma boa opção. Bernie sabe que a capital paulista tem mais vantagens para seu evento, só que ultimamente ele pensa mais em dinheiro.

Por isso vai deixar esta história rolar, como uma forma de pressão na prefeitura paulistana. Este joguinho dele é antigo.

Sobre fazer ou não reformas em Interlagos é uma outra coisa. O autódromo, sim, está defasado. Mas precisa saber o que realmente é necessário e quanto vai custar. Porque esta turma vem de fora, exige um monte de coisa, boa parte desnecessária, pega o dinheiro e se manda.

O evento é muito importante para cidade, mas sempre é preciso ponderação.

Pra fechar só um dado: o público do último GP do Brasil foi o pior da história em Interlagos. O evento já foi bem maior.


Morte do inocente. Mais uma
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Téo José

A morte está banalizada nos dias de hoje. Você abre qualquer jornal, em qualquer cidade do Brasil, e lá estão uma, duas, três – às vezes – dezenas de notícias. Coisa que não vemos, por exemplo, na Alemanha. Lá não há um crime com morte por dia. No Canadá, da mesma forma. Aqui já não choca como antes. Agora estamos diante de um fato novo de um velho problema. Morte no futebol, morte no divertimento. No prazer.

O garoto Kevin Espada, de 14 anos, não conseguiu vibrar com o gol de empate do seu time, o San Jose, na última quarta. Foi atingido por um sinalizador marítimo – que pode chegar a velocidade de 360 Km/h. São muitas perguntas que devemos fazer:

 

– Como este sinalizador pode ser utilizado em um campo de futebol?

 

– A revista da polícia, se houve, foi pra lá de meia boca?

 

– O ator de soltar o tal artefato foi um acidente?

 

– Ou, realmente, teve-se a intenção de jogar na torcida adversária?

 

– Qual seria a melhor punição para o clube?

E por aí vai. Mas o problema é bem maior do que este. Uma vida se foi em um jogo de futebol. O mínimo que se pode esperar é a punição dentro da lei e que seja dura para o autor. Pelo que fiquei sabendo ontem, através de imagens [e mesmo declaração informais de torcedores], esta pessoa já está circulando por São Paulo. Os 12 presos podem até ser da turma. Podem até ser punidos. Mas o principal parece que não está na cela.

A punição de fazer o Corinthians jogar com portões fechados, nas partidas em que é mandante, entendo como correta. É até branda. Porque precisamos de atitudes duras para que o futebol seja encarado com um esporte para diversão. E não brigar ou matar. As torcidas organizadas, aqui, na Argentina, estão afastando muitas pessoas de bem dos estádios.

Está na hora de todos sentarem e encararem isto de frente. Não com declarações como a do presidente do Corinthians Mário Gobbi: “não dá para saber se o agressor é corintiano, santista ou são-paulino”. E mais: “aprendi, se o crime, se comprovado, não passa da pessoa que o cometeu.”

Não posso concordar. As leis do esporte na América do Sul, mesmo vagas, dizem que a torcida é como parte integrante do time. A agremiação tem de ser responsável.

Na Europa, o que mais víamos eram brigas e mortes de torcedores. Hoje praticamente acabaram. As punições coletivas e individuais foram duras e ninguém ficou colocando o problema para baixo do tapete. Encararam de frente. Afinal, são vidas que estão sendo perdidas. Em alguns casos de garotos com o sonho de apenas ver seu time ser campeão e ter um pouco de alegria.

Neste momento, não podemos pensar apenas no prejuízo deste ou daquele time. A punição, pela sequência de fatos até aqui e pelo regulamento, até achei branda. Mas o que mais me preocupa é que não querem encarar o problema de frente. Sem prejuízo e vantagens para este ou aquele time. Sim, temos de ter paixão pelo clube. Mas apenas na hora de torcer. Muito mais importante que isto é ainda salvar mais vidas e sermos justos.


Os novos testes da F1
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Téo José

A Fórmula 1 volta à pista na próxima terça-feira com novos testes em Barcelona. Estes bem mais importantes do que os vistos em Jerez. A partir de agora, as equipes tentarão resolver os problemas apresentados pelos novos carros e outros times buscarão um melhor desenvolvimento. Pelos dados técnicos mostrados, depois de Jerez, e pelas declarações, deu para sentir que a Sauber pode ser uma boa surpresa. Dá para ver que o novo modelo tem significativas mudanças e andou muito bem. Mesmo sem sabermos em que condições.

A Ferrari tem um carro melhor do que aquele de fevereiro de 2012. A Red Bull só se preocupou em andar com o tanque cheio. Pelas informações, o maior problema do time de Sebastian Vettel é a falta de velocidade final. Nunca foi o forte. Mas parece que agora, com a determinação de pontos de utilização dos aerofólios traseiros em classificação, pode ser mais prejudicada. Vejo um maior equilíbrio. O que acho muito importante. As regras também precisam ser voltadas para maior competitividade. Apesar de achar esta história de abrir e fechar aerofólio algo meio artificial.

Talvez para as primeiras corridas, a situação seja um pouco diferente dos testes porque os pneus estão sendo exigidos no inverno da Espanha – onde as temperaturas não devem passar dos 16 ou 17 gruas [isto com otimismo]. Mas já teremos uma ideia.

Fernando Alonso tem tudo para ser o destaque em Barcelona. Será primeira vez com o novo Ferrari. Se Felipe Massa fez muitos testes de funcionamento, ele já vai buscar os primeiros acertos. Com certeza será rápido. McLaren, ainda é uma interrogação e Mercedes me parece longe da luta pelo titulo. Lewis Hamilton, pensando na parte técnica, fez uma péssima troca.


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