Blog do Téo José

Arquivo : março 2014

Power mais uma vez
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Téo José

Power

Will Power largou da quarta colocação para vencer o GP de St. Peterburg, abertura da temporada 2014 da Fórmula Indy. Foi uma vitória tranquila, a 22ª em sua carreira, que só esteve ameaçada quando Hélio Castroneves, em segundo, tirou uma diferença de 12 segundos para quatro. Poderia até atacar , mas ai apareceu uma bandeira amarela.

Na relagarda, Power utilizou da malicia na pilotagem e até provocou um acidente na primeira tentativa. Ele se manteve na frente, de uma certa forma até criticado por Helio, pelas manobras, mas o certo é que o brasileiro deu uma cochilada e além de não buscar a liderança perdeu o segundo lugar para Ryan Hunter Reay. Terminou em terceiro.

Tony Kanaan, com uma estreia apenas razoável na Chip Ganassi, foi o sexto. A impressão que ficou foi de falta de acerto do carro de todo time. Scott Dixon completou a corrida em quarto lugar.

As três maiores equipes colocaram quatro pilotos nas cinco primeiras posições: Penske venceu e foi terceira colocada, Andretti ficou em segundo e Ganassi, em quarto. O intruso foi o francês Simon Pagenaud,  da Schmidt, em quinto. Decepção com a volta do Montoya. O colombiano andou sempre atrás e terminou em 15º, mas ainda boto fé nele.

Foi uma corrida mediana, nota seis. Acredito nestes três times fortes. A Ganassi pode demorar um pouco mais a entender o motor Chevrolet, antes corria com Honda, mas vai crescer. Foi assim no ano passado. A Andretti, pelo menos com Hunter Reay, já se mostra adaptada ao Honda.

De positivo, o bom público e pelos patrocínios nos carros a categoria parece que inicia o ano com a saúde financeira um pouco melhor.

A próxima etapa será 13 de abril nas ruas de Long Beach, na Calaifornia (EUA).


Hamilton de ponta a ponta e Williams pisa na bola
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Téo José

LewisHamiltonMal14.1aO GP da Malásia serviu para comprovar o favoritismo na Mercedes, que fez dobradinha com Lewis Hamilton em primeiro e Nico Rosberg em segundo e também para deixar clara a evolução da Red Bull, que terminou em terceiro com Sebastian Vettel.

A vitória do inglês foi muito tranquila, ritmo bom, sem forçar, boas paradas e pista seca. Nas primeiras voltas já podemos observar o domínio da Mercedes, os dois pilotos escaparam e não foram perturbados em momento algum. A Red Bull, teve um fim de semana para comemorar. O motor mostrou maior durabilidade, a grande dor de cabeça e agora o time já pode pensar em desenvolvimento maior.

A Ferrari tem em Fernando Alonso seu grande líder e ele cresce nas corridas. Räikkönen, mais uma vez com problemas, podemos dizer que ainda não estreou. Teve um belo duelo com Hulkerberg. O piloto da Force India foi um dos destaques, é bem bacana ver sua tocada. Muito combativo e limpo. A equipe passa a ser a rival da Williams na luta para saber quem é a melhor das médias e pequenas. Mais uma empurrada por motor Mercedes, que colocou sete carros entre os dez.

Ainda sobre a Ferrari, me parece que o projeto precisa de muito trabalho, mais uma vez começa o ano atrás. Quando encontrar o desenvolvimento ideal, se é que vai ser encontrado a Mercedes já vai ter reservas na frente.

Na Williams o que mais chamou atenção foram as conversas do rádio. Ficou mais de um minuto e 20 segundos atrás do líder, muita coisa. Pelo rádio no final o time deu o recado para Felipe Massa dar passagem para Bottas. O brasileiro não tomou conhecimento. Dois lados desta situação:

Ruim para Massa ouvir isto, ou seja o companheiro estava mais rápido. Estamos na segunda prova e vem uma indicação destas dos boxes. Não gosto.

O outro lado a atitude de Massa, que não atendeu o time. Gosto disto. Os dois ainda estão em começo de ano, ninguém tem de ter vantagem e as disputas precisam acontecer sempre na pista.

Por outro lado, o carro vai ficando para trás. O que eu já esperava, os outros evoluem e a Williams patina. Falta investimento. Só tem um patrocinador grande.

Pra fechar, digo que o favoritismo da Mercedes é claro e como acho Hamilton mais piloto que Nico, o aponto como o favorito. Os outros times ainda terão muito trabalho para chegar no nível deste time.

Agora vou pegar meu avião, que já estão chamando. Logo mais às 16h00 no Bandsports com transmissão na integra e na Band com melhores momentos e flashes, tem a abertura da Fórmula Indy. Takuma Sato é Pole, com Tony Kanaan em segundo. Até.

1 Lewis Hamilton – Mercedes, 56 voltas em 1h40min25s974
2 Nico Rosberg – Mercedes, a 17s3
3 Sebastian Vettel – Red Bull, a 24s5
4 Fernando Alonso – Ferrari, a 35s9
5 Nico Hulkenberg – Force India, a 47s1
6 Jenson Button – McLaren, a 1min23s6
7 Felipe Massa – Williams, a 1min25s0
8 Valtteri Bottas – Williams, a 1min25s5
9 Kevin Magnussen – McLaren, a 1 volta
10 Daniil Kvyat – Toro Rosso, a 1 volta


Hamilton na frente, mas as outras chegaram
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Téo José

Malasia

Choveu durante a classificação. A pista, o tempo todo, esteve molhada. Por isso vimos um treino muito confuso, com escapadas e erros. Pouca de visibilidade. Fernando Alonso foi um dos personagens, com erros bobos. Mas o espanhol conseguiu o 4º tempo com problemas de suspensão. Em certos momentos a pista não tinha condição alguma para se andar. Mas os comissários pararam apenas duas vezes e com interrupções curtas.

Lewis Hamilton ficou com a pole, a segunda em duas corridas. Mesmo com água, onde a tendência são as diferenças menores, a Mercedes mostra que tem o carro mais rápido. Só que já deu pra ver claramente a evolução da Red Bull. O motor Renault está mais confiável e o modelo bem mais competitivo.

Creio que sem chuva a diferença ainda vai ser grande para Mercedes, o problema é o desgaste de pneus. Com chuva tudo pode acontecer. E com tanta área de escape, se o piso tiver molhado, será uma prova cheia de rodadas e batidas.

A Ferrari, em ritmo de corrida, sempre tem um carro interessante. Principalmente nas mãos do Alonso, que outra vez vai largar na frente do Räikkönen. Me chamou atenção o bom trabalho, de novo, do Kevin Magnussen com sua McLaren. Este dinamarquês está começando muito bem sua trajetória na categoria.

A Williams afogou. Felipe Massa reclamou da instabilidade na chuva. Vai largar em 13º e Bottas em 18º [foi punido]. Ontem até que fez um bom trabalho. No fundo vejo que as outras, de melhores estruturas e orçamento, estão evoluindo e isto não acredito que vai acontecer na mesma velocidade com o time inglês. Apenas uma opinião. Para o brasileiro é fundamental a pista seca, com água vai ficar bem para trás.

No mais, não tem muito o que falar. Eu prefiro corrida seca, assim vamos ver melhor o potencial de cada equipe e saber se esta evolução da Red Bull é real.

Os melhores no grid:

1. Lewis Hamilton – Mercedes, 1:59.431
2. Sebastian Vettel – Red Bull, 1:59.486
3. Nico Rosberg – Mercedes, 2:00.050
4. Fernando Alonso – Ferrari, 2:00.175
5. Daniel Ricciardo – Red Bull, 2:00.541
6. Kimi Räikkönen – Ferrari, 2:01.218
7. Nico Hülkenberg – Force India, 2:01.712
8. Kevin Magnussen – McLaren, 2:02.213
9. Jean-Éric Vergne – Toro Rosso, 2:03.078
10. Jenson Button – McLaren, 2:04.05
11. Daniil Kvyat – Toro Rosso, 2:02.351
12. Esteban Gutierrez – Sauber, 2:02.369

13. Felipe Massa – Williams, 2:02.460

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Vai começar a Fórmula Indy
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Téo José

A Fórmula Indy já iniciou os treinos para abertura da temporada 2014. Mais uma vez a etapa inaugural vai ser nas ruas de St. Petersburg, na Florida (EUA). 22 pilotos de 15 equipes, mas algumas tem o mesmo dono, mudando apenas a estrutura, estarão acelerando. Os EUA tem o maior número, seis no total. O Brasil vai de Tony Kanaan estreando na Chip Ganassi, a atual campeã, e Helio Castroneves, pela 15ª na Penske. A grande novidade é a volta do ótimo Juan Pablo Montoya, que agora vai estar no trio da Penske. Foi muito bem nos testes e o coloco como um dos principais favoritos ao titulo, mesmo estando sem ritmo de monopostos, depois de sua passagem apagada pela NASCAR.

A categoria tem poucas mudanças técnicas. O carro foi reforçado nas laterais e no cockpit  para segurança e conforto dos pilotos. As mudanças maiores devem acorrer no ano que vem. Ao todo serão 18 provas, com três rodadas duplas e a chegada do misto de Indianapolis. As corridas de 500 milhas terão pontuação dobrada. Os treinos de Indianapolis tem uma nova pontuação, além dos nove mais rápidos do sábado partirem para um nova classificação final no domingo. Uma boa medida, dá para passar na TV e fica mais emocionante.

Nos treinos preparatórios a Penske foi a mais rápida com Will Power, mas a diferença pequena. O time continua com o motor Chevrolet. A Ganassi deixou a parceria com a Honda e vai também de Chevrolet e a Andretti fez o inverso, saiu da Chevrolet e estará de Honda. Estes três times devem lutar pelo titulo, mas outros cinco tem boas chances de vitória. Na Indy com o regulamento mais apertado e poucas mudanças técnica a característica é esta.

Não sou de ficar em cima do muro, por isso aponto Tony e Montoya como favoritos. Hélio vai para sua 17º temporada na Penske e só um bom piloto conseguiria ficar tanto tempo por lá, por isso, não dá para descartá-lo, aliás, este é seu grande desafio, vencedor três vezes em Indianapolis ainda não ganhou o titulo.

Estarei no Bandsports com o Felipe Giaffone neste domingo, a partir das quatro da tarde com a transmissão e agora na NET em HD. Na Band mostraremos flashs da prova e os melhores momentos no Terceiro Tempo.


Equilíbrio nos tempos na Malásia
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Téo José

Hamilton

Os treinos livres desta sexta-feira, em Sepang, mostraram um equilíbrio muito grande. Onze pilotos ficaram dentro do mesmo segundo, o que chegou a me surpreender. E a diferença do primeiro, Nico Rosberg, para o sétimo, Daniel Ricciardo, é de menos de quatro décimos. Kimi Räikkönen foi o segundo; Vettel ficou em terceiro; Hamilton, o quarto; e Alonso terminou em quinto. Felipe Massa ficou em sexto, colocou meio segundo em cima de seu companheiro Bottas – e tomou menos de três décimos da melhor marca.

A Mercedes liderou as duas sessões. Na primeira com Hamilton. Tem o carro mais rápido. O problema é o desgaste do pneus, como era esperado. Tanto que os dois pilotos disseram que o trabalho foi todo para tentar entender esta situação e buscar o melhor acerto. Isso significa que na classificação devem estar mais velozes e são os favoritos a pole e a primeira fila. Na corrida, a história pode ser outra.

A Ferrari não tem o melhor carro, mas me parece que evoluiu e não vejo a preocupação com os pneus na mesma proporção. Claro que o calor de Sepang é um problema para todos, mas uns sofrem mais do que outros. Vettel, que fez um bom trabalho, já tratou de ter uma conversa pés no chão – disse que muito foi feito, mas a durabilidade ainda preocupa.

A Williams fez um bom trabalho com Massa. Bottas foi prejudicado por uma amarela, quando estava em volta rápida com pneus médios. Todo mundo por lá só fala em pneus. O time encontrou um bom caminho, já que no primeiro treino estava bem atrás. Fez várias modificações e melhorou bastante na segunda sessão. Tem condições de largar nas seis primeiras filas, mas não será fácil. Na corrida vai ser o primeiro teste real com estes pneus em temperaturas mais altas.

Meu palpite é Hamilton na pole e, na corrida, vejo uma situação bem aberta. Ainda digo que Alonso pode ser uma boa aposta. Mas a Mercedes, mesmo com problemas de pneus, tem o favoritismo.

Depois dos treinos de hoje fiquei mais otimista em uma prova mais disputada na madrugada de domingo. Treino de classificação e corrida começam as cinco da madruga.

Os dez primeiros:

1. Nico Rosberg – Mercedes, 1:39.909
2. Kimi Räikkönen – Ferrari, 1:39.944
3. Sebastian Vettel – Red Bull, 1:39.970
4. Lewis Hamilton – Mercedes, 1:40.051
5. Fernando Alonso – Ferrari, 1:40.103
6. Felipe Massa – Williams, 1:40.112
7. Daniel Ricciardo – Red Bull, 1:40.276
8. Jenson Button – McLaren, 1:40.628
9. Valtteri Bottas – Williams, 1:40.638
10. Nico Hülkenberg – Force India, 1:40.691

Cobertura total no site Amigos da Velocidade. Aqui


Mercedes é favorita e olho no Alonso.
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Téo José

Sepang1bÀs onze da noite desta quinta-feira começam os treinos para segunda etapa do Mundial de Fórmula 1. O GP da Malásia terá largada no domingo, cinco da manhã e a classificação no sábado, também às cinco da manhã. Hoje a Renault se mostrou otimista em ter resolvido os problemas de durabilidade enfrentados na pré-temporada e no GP da Austrália. Segundo o fornecedor, muito trabalho foi feito nos últimos dias e “agora vai” .

Leio as declarações com um pé atrás. Só vamos saber em que estágio está a Red Bull depois deste final de semana. O circuito exige muito mais do que o da prova de abertura e as temperaturas devem ser bem mais elevadas. Com tantos pepinos nos testes realizados, acredito que a equipe tenha entrado com uma espécie de limitador e mesmo assim Vettel ficou pelo caminho.

Não dá ainda para tirar o favoritismo da Mercedes. Tem o melhor e mais confiável motor. Na teoria tem tudo para andar ainda mais. Só coloco uma interrogação com relação aos pneus. Os compostos da Pirelli nesta temporada são diferentes, diria que um pouco mais resistentes, mesmo assim não vimos muita tranquilidade dos engenheiros nos testes com temperaturas um pouco mais elevadas. A Mercedes ainda não tem a mesma confiança nos “sapatos” comparando ao motor.

Estou curioso para ver o rendimento da Williams, este final de semana vai ser um ótimo teste para avaliarmos o real potencial, sem oba, oba tradicional por aqui.

E a Ferrari? Pois é, outra interrogação. Vai ficar dependendo de corridas frias e cerebrais do Fernando Alonso? Não vejo um carro neste momento com DNA vencedor. Afirmei outro dia, está um, dois passos atrás, mas em se tratando do espanhol nunca tiro suas possibilidades de pódio. Ele adora este circuito, foi lá que subiu a primeira vez ao pódio e já ganhou três vezes, com três equipes diferentes. Com um carro nota sete, pode aprontar.


Incertezas no GP da Malásia e o choro da Red Bull
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Téo José

Sepang

A Fórmula 1 se prepara para desembarcar na Malásia. Na madrugada do próximo sábado [29] para domingo [30], às cinco da manhã, será realizada a segunda etapa da temporada 2014. Um corrida ainda cheia de incertezas. Os novos carros, podemos dizer, passaram no primeiro teste, na Austrália. Esperava muitas quebras e tivemos bem mais da metade completando. Ponto positivo.

Na Malásia a situação poderá ser diferente, temos uma pista com retas longas e a temperatura deve estar mais alta. Também podemos analisar que na etapa inaugural, muita gente entrou na corrida com objetivo de poupar equipamento – agora devem estar mais atrevidos.

Em situação normal, não tem como tirar o favoritismo da Mercedes. A Red Bull tem trabalhado bastante fora das pistas, nas sedes do time e da Renault, mais ainda não está segura das resoluções de seus problemas e agora o motor terá um teste mais duro.

A Ferrari sabe que está pelo menos um passo atrás. E podem ser dois. Por isso, quer tirar a diferença na corrida. Fazer o que fez Alonso na Austrália, para eles, já seria um bom resultado. No fundo é muito pouco pelo orçamento e nível de pilotos que tem o time. Mas, muito pouco.

Saindo do assunto desta corrida, mais ou menos, a Red Bull está ameaçando deixar a categoria após a punição pelo fluxo de combustível na primeira prova. De uma certa forma, ele têm razão na reclamação porque o equipamento é fornecido pela FIA e deu problema o tempo todo.

Só que este choro é mais uma forma de pressão, por lá ninguém pensa em abandonar o projeto. Segue a mesma linha da Ferrari no passado.


A Fórmula Indy vai acelerar na Capital
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Téo José

Indy2

Foi confirmado nesta sexta-feira [21] o retorno da Fórmula Indy ao Brasil. A categoria, que entre 2010 e 2013 correu em São Paulo, desembarcará em Brasília, no Distrito Federal, a partir do ano que vem. O contrato assinado prevê a realização de cinco etapas – até a temporada de 2019 – no autódromo internacional Nelson Piquet, que passará por uma grande reforma nesse ano. Será a terceira cidade, no país, que a categoria americana passará. Até hoje, ocorrem noves provas por aqui. Cinco no Rio de Janeiro e quatro em São Paulo.

Espero mais de 50 mil pessoas no autódromo de Brasília em março do ano que vem. Entendo que os fãs do automobilismo que moram naquela região, além de Anápolis, Goiânia, Triângulo Mineiro responderão muito bem a esse evento internacional. Sem contar, claro, todo o restante do Brasil.

Veja a cobertura no site Amigos da Velocidade. Aqui


Alonso em quatro tempos
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Téo José

Alonso

A TV norte-americana fez um vídeo com Fernando Alonso, em Dubai, antes da temporada 2014 de F1 começar. O jornal espanhol AS colocou no ar em sua edição digital. Mostrou um pouco de sua preparação física para temporada e ainda momentos de lazer no kart e futebol.

São imagens que não vemos do espanhol. Mais relaxado e, ao mesmo tempo, muito competitivo sempre. E no fim, na entrelinhas critica as mudanças do regulamento.

Vale a pena. Pelas imagens, trilha e edição. Veja as quatro situações.

Clique Aqui e veja o vídeo


Vila Nova: estão matando o Tigrão
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Téo José

Vila

Hoje peço licença para boa parte dos que frequentam este espaço, mas vou falar das coisas da minha terra. Todos sabem [ou quase todos] que sou torcedor do Goiás. E muito. Nunca escondi, como também não escondo minha imparcialidade profissional. Como dizem por ai: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Só que neste domingo, apesar de ser o maior rival e sempre será, fiquei triste com a queda do Vila Nova. O segundo time mais tradicional do Centro Oeste, da segunda maior torcida, vai disputar em 2015 a serie B do Campeonato Goiano.

O Vila tem uma torcida vibrante e em muitas situações até mais do que a do Goiás, mesmo sem frequentar uma final do campeonato regional desde 2005. Até o ano passado, quando a equipe subiu da C para a B no nacional, a torcida era um décimo segundo jogador mesmo. Levou o time nas costas. O Vila vive um jejum em Goiás de nove anos e tem em sua história 15 títulos conquistados, o segundo maior vencedor – atrás apenas do Goiás.

A queda vinha sendo anunciada nos último tempos, quando diretorias incompetentes assumiram a equipe. A atual apenas selou o que se temia. Também padecendo do mesmo mal: incompetência. O pior, alguns diretores ainda respiram a soberba. A crise financeira é profunda. E já tem tempo. Sabemos que é difícil para quem não frequenta a série A, e nem tem envolvimentos políticos na região, se manter competitivo. Só que no caso do Vila, com uma torcida fanática, é uma missão menos espinhosa. Coisa que as ultimas diretorias, fracas  não souberam aproveitar.

A situação era de  certa forma tão  esperada que o torcedor não está revoltado. Aceitou a queda, mas está muito triste.Se escondendo de tamanho vexame. Mesmo na B nacional neste ano, se não forem tomadas decisões radicais e não chegarem pessoas que queiram trabalhar e saibam da grandeza do Vila, sem soberba, pode ser a continuidade do fim. O Vila e seus torcedores não merecem esta situação.

Não só o clube e seus seguidores perderam. Com o Vila na segunda divisão do Goianão, perdem todos. Inclusive seu maior rival, o Goiás. O Tigrão está muito doente e um tratamento radical precisa ser iniciado e já. Só que os “médicos” atuais precisam ficar bem longe, porque eles estão matando o Tigrão.