Blog do Téo José

Arquivo : maio 2012

Seleção pode ter encontrado o caminho
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Téo José

Sempre fui muito crítico com o trabalho do Mano Menezes no comando da Seleção e vou continuar assim. Mas, depois de uma nova convocação, pensando na seleção olímpica, e dois amistosos realizados, vejo que o momento é de esperança e que um caminho pode ter sido encontrado. Estamos vendo uma renovação que, se continuar, poderá ser a base para a Copa do Mundo. Jogadores menos afetados e que querem jogar. Além disso, pela primeira vez nestes quase dois anos de Mano enxergamos um esquema de jogo.

A ideia de colocar uma certa pressão no adversário em seu campo é boa. Assim, além de roubar a bola mais à frente e pegar o time desarrumado, cria um clima de insegurança no adversário. Todo mundo tem marcado, o que sempre fui favorável. Só não pode engessar os atacantes. Mano também deu sorte já que Oscar foi um achado – como entrou bem e com personalidade.

Hulk vem ganhando espaço, mas prefiro o Lucas por ali. É só dar confiança a ele. Um ataque com Neymar, Lucas e Leandro Damião (ou Pato) é de qualidade e velocidade. No meio gostaria de ver Oscar e Ganso juntos. Dois volantes é o suficiente. Mas no gol ainda é muito cedo para afirmarmos que encontramos os jogadores certos. Esta é uma posição ainda totalmente aberta para Copa.

Com um esquema definido e por incrível que pareça Mano não está defensivo, podemos pensar mais claramente nas peças. Só espero que esta não seja uma impressão errada. Estou mais otimista, mas prefiro ver como vai se sair nas Olimpíadas – quando o bicho realmente pega.

No fundo, o futebol não tem muito segredo. É colocar as peças certas, definir um esquema, dar confiança e ter os jogadores com vontade. Aliás, está é a receita de qualquer projeto. Seja esportivo ou empresarial.


Franchitti, perfeito. Tony, guerreiro.
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Téo José

Vencer as 500 Milhas de Indianápolis é o maior desejo de todos os pilotos da Indy. Mais, até, que o titulo. Para vencer você precisa estar no seu dia, ter um ótimo carro e ainda uma boa dose de sorte. Dario Franchitti, ontem, teve tudo isto. A equipe, com as temperaturas mais elevadas, acertou na carga aerodinâmica, foi perfeita nas paradas e ele preciso na tocada. Mesmo quando precisou se recuperar, depois de um toque na sua traseira, com Viso sendo o culpado. Nesta caso, entra a dose de sorte.

Nas voltas finais, com a bandeira verde, sua maior ameaça era o Takuma Sato — que tinha um carro bem rápido e estava no seu dia. O japonês, dentro do seu estilo, foi para o tudo ou nada. E rodou na abertura da volta final, quando estava ao lado do escocês. Mais uma vez sorte para Dario, que não foi tocado. Analisando tudo friamente, ele mereceu vencer. Controlou a situação tempo todo e soube poupar equipamento. Claro que está em uma ótima equipe, mas é um grande piloto.

Tony Kanaan não tinha o melhor carro, nem um time tão competente como a Chip Ganassi, mas ele é um caso a parte. Sabe crescer nas horas certas e, em muitas situações, mesmo um circuito oval, tem uma determinação admirável para levar seu carro no braço. Seria muito bacana vê-lo vencer em Indianápolis. Mas, no fundo, não tinha carro para bater o Dario. Foi ao limite e o limite ficou no quase. Um terceiro lugar com gosto de superação.

Rubens conheceu um circuito oval e Indianápolis. Ficou longe das confusões e terminou em 11º, o que não deixa de ser um bom resultado para um novato. Helio não tinha um carro competitivo para vencer. A Penske errou no acerto com as temperaturas elevadas. Faltava velocidade e, ainda, foi prejudicado com o toque do cabo de uma roda em seu pneu dianteiro direito.

Foi uma boa corrida, principalmente nas 50 últimas voltas, e acho que este carro novo da categoria vai ser bem bacana nos circuitos ovais.

E você o que achou das 500 Milhas?


F1 2012: a Fórmula do equilíbrio
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Téo José

O brasileiro menos fanático pela Fórmula 1 pode estar achando desintessante essa temporada. Agora, quem gosta de automobilsimo está comemorando. Neste domingo, pela primeira vez na história da categoria (que começou em 1950), seis vencedores diferentes nas primeiras seis corridas do ano. O que por si só já mostra um equilibrio muito grande neste campeonato.

Na vitória de Mark Webber nesse domingo, a segunda da Red Bull no ano, mais uma vez comprovamos esse equilibrio com os seis primeiros colocados muito próximos e tivemos o Safety-Car apenas no início da prova. A diferença entre o 1º (Webber) e o 6º (Massa) foi pouco maior do que 6s. Já a diferença entre os três primeiros não chegou a 1s.

A Red Bull mais uma vez deu show. Pode até não ter sido o carro mais rápido do final de semana, mas ganhou com Webber e chegou em quarto lugar com Vettel – que largou somente da 9ª posição.

Fernando Aloso mostrou (de novo) porque é o melhor piloto da categoria. Ele lidera o Mundial e a Ferrari não tem o melhor carro do grid. Felipe Massa fez a melhor corrida dele no ano. Bruno Senna fez o papel que muitos fizeram neste domingo: lutou para não ser ultrapassado e tentar uma ultrapassagem.

Sergio Pérez, largando em último, foi destaque com seu jeito Pérez de pilotar. Foi o que mais fez ultrapassagens. Aliás, as unicas que vi porque as feitas em cima do Schumacher não contam. O alemão estava com problemas sérios no carro.

Mônaco é assim mesmo. Não podemos reclamar.

Temos que comemorar esse ótimo início de temporada da F-1. Qualquer palpite agora tem o risco de se tornar um erro. E muito grande. Que venha o Canadá!

Resultado final em Mônaco:

1. Mark Webber – Red Bull, 78 voltas em 1:46:06.557
2. Nico Rosberg – Mercedes, +0.643
3. Fernando Alonso – Ferrari, +0.947
4. Sebastian Vettel – Red Bull, +1.343
5. Lewis Hamilton – McLaren, +4.101
6. Felipe Massa – Ferrari, +6.195
7. Paul di Resta – Force India, +41.537
8. Nico Hülkenberg – Force India, +42.562
9. Kimi Räikkönen – Lotus, +44.036
10. Bruno Senna – Williams, +44.516
11. Sergio Perez – Sauber, +1 volta
12. Jean-Eric Vergne – Toro Rosso, +1 volta
13. Heikki Kovalainen – Caterham +1 volta
14. Timo Glock – Marussia, +1 volta
15. Narain Karthikeyan – HRT, +2 voltas

Abandonaram:

16. Jenson Button – McLaren
17. Daniel Ricciardo – Toro Rosso
18. Charles Pic – Marussia
19. Michael Schumacher – Mercedes
20. Vitaly Petrov – Caterham
21. Kamui Kobayashi – Sauber
22. Pedro de la Rosa – HRT
23. Pastor Maldonado – Williams
24. Romain Grosjean – Lotus


Sem favoritos em Mônaco
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Téo José

Estou muito curioso com relação a corrida em Mônaco neste domingo. Mesmo com pole-position herdada de Mark Webber, eu não tenho meu favorito para prova. Esses novos pneus da temporada 2012 e o tempo instável nos treinos livres (na quinta-feira) deixaram tudo embolado neste final de semana.

Claro que sair na frente em Mônaco sempre é uma grande vantagem. Mas, a Red Bull colocar um piloto em primeiro e outro em nono no grid, mostra que a equipe não tem um carro tão superior assim. Se é que é superior.

Hamilton e Alonso sempre levam seus equipamentos no braço e são boas apostas para este domingo. Sem falar em Schumacher. Em uma pista mais lenta, mais técnica, ele lembrou o “velho” Schumacher.

Felipe Massa foi superior a Alonso durante todo fim de semana. Mas Alonso, nos últimos dez minutos do treino, se colocou à frente do brasileiro. Em todo o caso é o melhor final de semana, em 2012, de Massa. Isso deixa um pouco de otimismo no ar.

Fora isso, vamos esperar a corrida. Qualquer previsão hoje tem uma chance enorme de ser furada.

O grid:

1. Mark Webber – Red Bull, 1:14.381
2. Nico Rosberg – Mercedes, 1:14.448
3. Lewis Hamilton – McLaren, 1:14.583
4. Romain Grosjean – Lotus, 1:14.639
5. Fernando Alonso – Ferrari, 1:14.94
6. Michael Schumacher – Mercedes, 1:14.301*
7. Felipe Massa – Ferrari, 1:15.049
8. Kimi Räikkönen – Lotus, 1:15.199
9. Sebastian Vettel – Red Bull, sem tempo
10. Nico Hülkenberg – Force India, 1:15.421
11. Kamui Kobayashi – Sauber, 1:15.508
12. Jenson Button – McLaren, 1:15.536
13. Bruno Senna – Williams, 1:15.709
14. Paul di Resta – Force India, 1:15.718
15. Daniel Ricciardo – Toro Rosso, 1:15.878
16. Jean-Eric Vergne – Toro Rosso, 1:16.885
17. Heikki Kovalainen – Caterham, 1:16.538 13
18. Vitaly Petrov – Caterham, 1:17.404
19. Pastor Maldonado – Williams, 1:15.245**
20. Timo Glock – Marussia, 1:17.947
21. Pedro de la Rosa – HRT, 1:18.096
22. Charles Pic – Marussia, 1:18.476
23. Narain Karthikeyan – HRT, 1:19.310
24. Sergio Pérez – Sauber, sem tempo

*Punido com a perda de 5 posições no grid
**Punido com a perda de 10 posições no grid


Um dia quase perdido em Mônaco
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Téo José

Chuva em treino livre no circuito de Mônaco não combina. Ainda mais quando é fraquinha. Não dá para se ter ideia alguma das forças de equipes e pilotos nas duas primeiras sessões livres paa a corrida deste final de semana. No segundo treino livre, quando a pista está mais emborrachada e rápida, acabou chovendo na maior parte do tempo. Jenson Button conseguiu fazer uma volta com pneus supermacios e piso seco e ficou com a melhor marca. Nem todos utilizaram este composto, por isso ainda não sabemos quem tem melhores possibilidades.

Gostei da Renault, principalmente com Grosjean, que fez a segunda marca com pneus macios. Mas repito: ainda é muito cedo. Não é segredo para ninguém que a vitória em Mônaco tem muito a ver com o grid de largada.

Amanhã a pista estará fechada. As atividades voltam no sábado e, caso não chova, todos vão aproveitar a hora restante de treino livre para trabalhar a classificação. Está sexta só servirá para algo se tivermos chuva no domingo.

Fora isto, foram poucas voltas uteis. Existe a possibilidade de chuva no sábado e, também, no domingo. Veja os tempos combinados das dois treinos em Mônaco:

1. Jenson Button – McLaren, 1:15.746
2. Romain Grosjean – Lotus, 1:16.138
3. Fernando Alonso – Ferrari, 1:16.265
4. Felipe Massa – Ferrari, 1:16.602
5. Sergio Pérez – Sauber, 1:16.711
6. Lewis Hamilton – McLaren, 1:16.747
7. Pastor Maldonado – Williams, 1:16.760
8. Nico Rosberg – Mercedes GP, 1:17.021
9. Kamui Kobayashi – Sauber, 1:17.038
10. Mark Webber – Red Bull, 1:17.148
11. Sebastian Vettel – Red Bull, 1:17.222
12. Michael Schumacher – Red Bull, 1:17.293
13. Paul di Resta – Force India, 1:17.395
14. Nico Hülkenberg – Force India, 1:17.631
15. Bruno Senna – Williams, 1:17.655
16. Jean-Éric Vergne – Toro Rosso, 1:18.209
17. Daniel Ricciardo – Toro Rosso, 1:18.252
18. Vitaly Petrov – Caterham, 1:18.400
19. Heikki Kövalainen – Caterham, 1:19.034
20. Kimi Räikkönen – Lotus, 1:19.267
21. Timo Glock – Marussia, 1:19.309
22. Charles Pic – Marussia, 1:20.240
23. Pedro de la Rosa – HRT, 1:20.631
24. Narain Karthikeyan – HRT, 1:20.838


Hélio busca a 4ª vitória
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Téo José

Dos pilotos em atividade, Hélio Castroneves é o que mais sentiu o gosto de vencer as 500 Milhas de Indianapolis. Neste domingo, dia 27, ele vai tentar sua quarta vitória. Largará na terceira fila, da sexta colocação (são três carros por fila). Ryan Briscoe, seu companheiro de Penske, alinhará na pole-position e Will Power em quinto. Considero a Penske como o time favorito e dos três pilotos, Helio é o que tem melhores chances. Mas em se tratando de Indianapolis, nem sempre o favoritismo vinga.

A receita para ganhar parece simples: ter um bom carro no tráfego e com pista livre, além de boas paradas de box. Mas o fator sorte sempre é muito marcante nesta corrida fantástica. O piloto deve fazer de seis a oito paradas. Uma entrada uma volta antes de uma possível amarela, já complica tudo. Outro fator importante é estar sempre na volta do líder. Neste ano podermos ter surpresas e nenhuma equipe está segura do trabalho realizado até agora. O chassi é novo e os motores também. Mesmo com simulação de corrida, ninguém tem a certeza de que a tática já preparada vai dar certo.

Hélio está em um ano importante na sua carreira. O seu compromisso com a Penske vai apenas até o fim do ano. Uma vitória é quase a certeza da renovação. Por tudo que falei e mais histórias, histórias que já aconteceram em Indianapolis, cravar um favorito é muito complicado. Mas vejo como bem interessantes as possibilidades do Castroneves.

A prova terá largada neste domingo, uma da tarde, horário de Brasília, e deve durar entre 3h15min e 3h40min.

Agora o palpite é seu.


Copa não é só estádio
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Téo José

Ando muito pelo nosso Brasil. Ainda bem. Gosto bastante de ver todas as realidades deste país, que poderia até ser um continente. Nos últimos dias me chamaram atenção as cobranças constantes com as obras do estádios da Copa. No ano que vem já acontecerá a Copa das Confederações e nem todas as sedes estão confirmadas. Sobre isto minha preocupação é pequena. Os estádios vão sair. Se vai ser de acordo com o projeto divulgado e com tudo claramente explicado nos gastos… já é outra coisa.

O que me chama atenção – eu que sempre defendi eventos deste porte no país – é que além de estádios, quase nada tem sido feito. Copa não são só os jogos e nem só aquele mês de disputa. O legado, além dos estádios, é o mais importante. As obras e atitudes para melhorar a vida das pessoas depois do evento e, também, aproveitar o momento para deixar alicerces para um turismo duradouro. Não sou eu que digo isto e, sim, dados de pesquisas realizadas em diversos países que receberam Copa e Olimpíadas.

Aqui isto não está acontecendo e nem vai. Estive em Recife outro dia e vi que a cidade está largada, mal cuidada, com lixo nas vias principais e a manutenção do que existe muito precária. Manaus vive mais um drama com as enchentes, que acontecem sempre, e quase nada é feito para resolver. Belo Horizonte tem sérios problemas na rede hoteleira. Assim por diante… poderia citar outras e mais outras cidades. Vejo algumas obras, mas creio que visando mais Olimpíadas, no Rio. Apesar de sentir melhorias na cidade ainda é insuficiente.

Outro fato que me chama atenção são os aeroportos. Todos deficientes para a nossa vida hoje. Imagine com grandes eventos. Não vamos ter nenhum parecido com o pior que utilizei na África do Sul.

Copa para um país é muito bom desde que o país cumpra o prometido e encare o evento como algo mais para sua população. Lamentavelmente, este não é o nosso caso.


Semana de gala do automobilismo
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Téo José

Iniciamos uma semana de gala do automobilismo. Já virou uma tradição, todo último fim de semana de maio temos um domingo com 500 Milhas de Indianápolis e com o GP de Mônaco da Fórmula 1. Em Indianápolis os treinos praticamente terminaram, agora falta apenas o que chamam de Carburation Day (que é o de aquecimento), marcado na quinta-feira. Pouca coisa poderá ser feita e todos andam bem pouco para economizar o equipamento, principalmente motor, para os 800 quilômetros de domingo.

Já disse aqui neste nosso espaço que pelo que mostraram até agora, Penske e Andretti são as favoritas. Mas em Indianápolis o imponderável quase sempre se faz presente. Com carros e motores novos, o equipamento fazendo a estreia em oval, muita coisa fora do script pode rolar no domingo. Mais do que nunca, o trabalho de box será fundamental. E, neste caso, ponto para Penske. Os representantes brasileiros fizeram um bom trabalho e a KV colocou seus três pilotos entre os dez — o que é um grande passo. O que me preocupa, apesar da experiência do ex-piloto e campeão na Indy Jimmy Vasser, é exatamente a retaguarda de box.

Em Mônaco não dá para falar muita coisa. Vamos esperar os treinos de quinta-feira. Lá se anda na quinta, sábado e domingo. Em pistas permanentes tivemos cinco pilotos e equipes diferentes vencendo. Em um circuito urbano e lento como do Principado, fica bem complicado qualquer projeção. O importante sempre é tração e pelo que vimos até agora, a Ferrari deve sofrar um pouco e em uma escala menor a Red Bull. Por isso já vou palpitar, mesmo não sendo meu forte nesta temporada, com favoritismo para McLaren e Lewis Hamilton.

Com tanto carro andando próximo neste ano, deve ser uma corrida bem interessante. Não deveremos ter distância muito grande entre os carros. Estou bem curioso.


A pole é de Briscoe
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Téo José

Neste sábado, em Indianápolis, no chamado Pole Day, foram definidas as 24 primeiras colocações, de um total de 33, para a 96ª edição das 500 Milhas. O australiano Ryan Briscoe, da Penske, conquistou a posição de honra. Oficialmente é a quarta pole da equipe em cinco etapas neste ano. Na prática seriam cinco em cinco, mas houve a punição de todos os carros com Chevrolet em Long Beach.

Todos os brasileiros, em princípio, estão garantidos no grid: Hélio Castroneves está em 6º, Tony Kanaan na 9ª posição, Rubens Barrichello em 10º lugar e Bia Figueiredo ocupará a 13ª posição na largada da corrida — que está programada para o dia 27 de maio, a partir das 13h00 com transmissão da Band.

Estava curioso para ver o desempenho dos motores Honda, me deram impressão nos treinos livres, de estarem na frente. Foi só impressão. O Chevrolet continua mais forte e me parece que gasta menos – o que em uma prova longa como Indianápolis será fundamental.

Pelo resultado nas primeiras filas, vejo Penske e Andretti bem fortes. Em situação normal, que nem sempre é o caso das 500 Milhas, são as favoritas. E para escolher uma, fico com a Penske. Tem melhor estrutura e melhores pilotos.

Hélio fez um bom trabalho na classificação e, pelo que vi na semana, tem um carro muito bom com pista livre e no tráfego. Tony melhorou muito seu carro, sua colocação no grid tem muito a ver com o braço e determinação.

Rubens me surpreendeu. Cresceu muito nos últimos dias, mas não podemos esquecer das limitações da KV. Bia é última dos pilotos da Andretti. Normal. Ela não tem os melhores engenheiros e mecânicos e, cá para nós, nem a mesma atenção. Vai fazer uma duas provas no ano e o restante do trio toda temporada. Por isso, fez também um bom trabalho.

Continuo com os olhos cheios para Josef Newgarden, estreante na prova, que não tem uma super equipe. Este garoto vai longe.

Neste domingo, 20, serão definidas as últimas colocações no grid no chamado Bump Day. Confira:

1. Ryan Briscoe – Penske, 2:38.951
2. James Hinchcliffe – Andretti, 2:38.953
3. Ryan Hunter-reay – Andretti, 2:39.123
4. Marco Andretti – Andretti, 2:39.676
5. Will Power – Penske, 2:39.700
6. Hélio Castroneves – Penske, 2:39.878
7. Josef Newgarden – Fisher Hartman, 2:40.687
8. Ernesto Viso – KV Racing, sem tempo
9. Tony Kanaan – KV Racing sem tempo
10. Rubens Barrichello – KV Racing, 2:40.525
11. Alex Tagliani – Bryan Herta Autosport, 2:40.714
12. Graham Rahal – Ganassi, 2:40.743
13. Bia Figueiredo – Andretti/Conquest, 2:40.772
14. Charlie Kimball – Ganassi, 2:40.809
15. Scott Dixon – Ganassi, 2:40.941
16. Dario Franchitti – Ganassi, 2:41.014
17. James Jakes – Dale Coyne, 2:41.086
18. JR Hildebrand – Panther, 2:41.129
19. Takuma Sato – Rahal Letterman, 2:41.151
20. Townsend Bell – Sam Schmidt, 2:41.337
21. Justin Wilson – Dale Coyne, 2:41.485
22. Michel Jourdain Jr – Rahal Letterman, 2:41.512
23. Simon Paguenaud – Sam Schmidt, 2:41.513
24. Sebastian Saavedra – AFS/Andretti, 2:41.572

*Média horária de 4 voltas


A hora da verdade na Liga dos Campeões
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Téo José

Neste sábado, dia 19, com a Allianz Arena lotada, algo como 65 mil torcedores, Bayern e Chelsea decidem a Liga dos Campeões. O time alemão busca seu quinto titulo e o Chelsea, um feito inédito. O Bayern disputa a final em casa e ao longo da competição mostrou ser mais time. Do outro lado, o Chelsea chega com o peito estufado, já que eliminou o favorito Barcelona na semi-final. Dois times desfalcados por cartões. No Chelsea estão fora: John Terry, Ramires, Ivanovcic e Raul Meireles. No Bayer não jogam: Badstuber, Luiz Gustavo e Alaba. Sem dúvida, a equipe de Londres vai sofrer mais. Terry é o grande líder, Ramires a peça chave dos contra ataques e Raul o maior marcador individual.

O Chelsea vai chegar turbinado por uma gratificação bem gorda. Dizem que pode ser superior a dois milhões de reais para cada jogador. Tudo bem que no nível desta partida, que significa um titulo individualmente, pode parecer besteira, mas mostra o tanto que se dá importância a esta decisão. Por outro lado, só a conquista vai manter a equipe na Liga. Com o sexto lugar no Inglês, se não ganhar sábado estará de fora da próxima edição.

Só duas equipes conquistaram o titulo em casa na história da Liga: Real Madri, em 1957, e Inter de Milão – em 1965. A Roma foi derrotada no Olímpico, em 1985, pelo Liverpool. Às vésperas da Eurocopa, teremos representantes de nove das 16 seleções no Allianz Arena e, para muitos jogadores, pode significar também a prova de titularidade em seus países.

Não é a final que esperava. Não acreditava no Chelsea e continuo achando que corre por fora. O Bayern, para mim, é o grande favorito. Fator casa, melhor equipes e valores individuais decisivos.

E você aponta um favorito?

Estaremos juntos neste sábado, na Band, a partir das três e quinze da tarde, com esta grande decisão, ao lado do Mauro Beting.